Cerca de 880 estudantes, juntamente com militares e forças de segurança, celebram os 204 anos da independência do Brasil na avenida Capitão Ene Garcez.
Por Kauã Reis, Viva a Banda - Boa Vista, RR
Co-autoria e Supervisão Prof. Dr. Fernandinho Cruz
Boa Vista/RR, 10 de setembro, 2026
Banda marcial da Escola Estadual Mario David Andreazza no desfile de 7 de setembro. Foto: Fernandinho cruz
As bandas escolares e indígenas marcaram a avenida Capitão Ene Garcez no desfile de 7 (sete) de setembro em Boa Vista, na manhã dessa segunda-feira (7). O desfile cívico-militar reuniu estudantes, militares e forças de segurança na avenida, celebrando os 204 anos da independência do Brasil.
As bandas se reuniram na avenida Ville Roy, às 7h, e de lá seguiram em direção a avenida Capitão Ene Garcez. O desfile iniciou às 8h com a banda marcial da Escola Estadual Monteiro Lobato abrindo o desfile.
Ao todo participaram cerca de 880 estudantes, divididos em 22 escolas estaduais e colégios estaduais militarizados, entre instituições tradicionais, escolas de tempo integral, educação profissional e escolas indígenas. Também participaram da programação agentes das polícias Militar, Civil e Penal, Corpo de Bombeiros e tropas militares em geral.
A tradição e a representatividade indígena marcando o desfile
A banda marcial da escola estadual indígena Professor Genival Thomé Macuxi, da comunidade Vista Alegre, e a banda marcial da escola estadual indígena Lino Augusto Da Silva, da comunidade Campo Alegre, participaram da programação e levaram para a avenida a tradição e a representatividade indígena.
É a segunda vez consecutiva que a banda marcial da escola estadual indígena Genival Thomé Macuxi, participa do desfile de 7 (sete) de setembro. O grupo carrega a história da comunidade e do professor Genival, que teve importância para a formação dos músicos.
A banda marcial da escola estadual indígena Lino Augusto Da Silva também participou pela segunda vez e levou para a avenida os estudantes da escola para participarem do desfile, como forma de aproximar os alunos da atividade musical.
A participação das bandas indígenas possibilitou a presença das tradições originárias no evento, historicamente ligado às comemorações cívicas e ao movimento de bandas brasileiras, ampliando a participação dos povos originários na comemoração.
O importante dia
A cultura das bandas no Brasil é formada pelo encontro de diferentes culturas, tradições, preferências e ideologias. E o 7 (sete) de setembro reuniu tudo isso em um só dia.
Escola Estadual Monteiro Lobato desfilando na avenida Capitão Ene Garcez. Foto: Fernandinho Cruz
As bandas tiveram a oportunidade de levar para a avenida tradições, experiências, referências e identidades para ocupar os espaços cívicos. Mostrando os talentos que elas têm, as sonoridades que possuem e os meses de dedicação.
E quem participa reconhece os esforços, como é o caso do aluno da escola estadual Professora Maria Das Dores Brasil, Aquiles Rodrigues, que faz parte da fanfarra e toca trompete, ´´ Foi muito bom. A gente teve muito tempo de preparação, trabalhamos bastante para estar hoje aqui no desfile. Tô muito feliz ``, disse.